{"id":1913,"date":"2020-02-10T20:25:00","date_gmt":"2020-02-10T20:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/?p=1913"},"modified":"2024-10-08T18:03:18","modified_gmt":"2024-10-08T18:03:18","slug":"manifestacoes-esteticas-da-microcefalia-acontecimento-mundo-comum-e-dissenso-no-instagram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/manifestacoes-esteticas-da-microcefalia-acontecimento-mundo-comum-e-dissenso-no-instagram\/","title":{"rendered":"MANIFESTA\u00c7\u00d5ES EST\u00c9TICAS DA MICROCEFALIA: ACONTECIMENTO, MUNDO COMUM E DISSENSO NO INSTAGRAM"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>T\u00edtulo: <\/strong><a href=\"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Adriana-Helena-de-Almeida-Freitas.pdf\"><strong>M<\/strong><strong>anifesta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas da microcefalia: acontecimento, mundo comum e dissenso no <\/strong><strong>I<\/strong><strong>nstagram<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autor<\/strong><strong>a<\/strong>: <strong>A<\/strong><strong>driana Helena de Almeida Freitas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Per\u00edodo<\/strong>: 2019-2<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Orientador<\/strong>: Rennan Lanna Martins Mafra<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumo: <\/strong>Esta monografia busca compreender a microcefalia enquanto manifesta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica na contemporaneidade no Instagram. Interessa-nos saber que perspectivas aparecem no cotidiano das pessoas diretamente afetadas pela microcefalia, fen\u00f4meno que irrompe como acontecimento, atravessando e alterando suas formas de ser e estar no mundo comum. Para isso, acionamos autores como Silva (2000) e Davis (1997) para delimitarmos a microcefalia como diferen\u00e7a; Dewey (1980), para a discuss\u00e3o da microcefalia enquanto fen\u00f4meno est\u00e9tico; Quer\u00e9 (2005, 2010), que auxilia a compreender essa diferen\u00e7a enquanto acontecimento; Deleuze (2007) propondo que o acontecimento \u00e9 um fen\u00f4meno da ordem do sentido; Butler (2018), com o conceito de precariedade; Arendt (2007) que nos apresenta o espa\u00e7o p\u00fablico como lugar de forma\u00e7\u00e3o de um mundo comum; Seel, interpretado por autores como Cardoso Filho (2009), Os\u00f3rio (2014) e Guimar\u00e3es (2004), para compreendemos que o aparecimento \u00e9 pautado por uma est\u00e9tica do aparecer; Ranci\u00e8re (2014, 2012), que compreende as est\u00e9ticas da diferen\u00e7a pautadas por dissensos; e, finalmente, Lacerda (2017), com seu olhar para o potencial revelador e transformador do cotidiano. A partir dos itiner\u00e1rios te\u00f3ricos tra\u00e7ados, discutidos em nosso primeiro cap\u00edtulo, iniciamos um processo de coleta e an\u00e1lise de dados de inspira\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica. A cartografia implica em deixar que o objeto se manifeste, afetando o pesquisador e vice-versa e, por isso, mergulhamos na rede social Instagram para ir ao encontro das pessoas afetadas pela microcefalia. Nos debru\u00e7armos sobre as contas pessoais de cinco crian\u00e7as crian\u00e7as (Ayla, Ester, Heitor, Nanda e Murilo) e buscamos compreender como estas fam\u00edlias operam na constru\u00e7\u00e3o de um mundo comum na plataforma, atravessados pelo acontecimento. A fim de interpretar estas experi\u00eancias, estabelecemos sete categorias anal\u00edticas de manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas da microcefalia: 1) o nascimento; 2) os anivers\u00e1rios e as datas comemorativas; 3) a pr\u00f3pria rotina de cria\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as; 4) a confec\u00e7\u00e3o de memes das pr\u00f3prias crian\u00e7as; 5) o uso da hashtag tbt (throwback thursday); 6) as declara\u00e7\u00f5es na m\u00eddia; e 7) as discuss\u00f5es pol\u00edticas que permeiam o cotidiano. Tamb\u00e9m buscamos interpretar como organiza\u00e7\u00f5es que emergiram em busca de lutar por direitos de crian\u00e7as e fam\u00edlias afetadas pela microcefalia &#8211; a ONG aBRA\u00c7O \u00e0 Microcefalia e a Associa\u00e7\u00e3o de Fam\u00edlias de Anjos do Estado do Alagoas (AFAEAL) &#8211; evidenciam modos de manifesta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica da microcefalia no Instagram, a partir da identifica\u00e7\u00e3o de sujeitos enquanto p\u00fablicos, que passam fazer emergir comunidades pol\u00edticas. Da mesma forma, estabelecemos sete categorias que nos permitem observar as formas de agir no espa\u00e7o p\u00fablico destes grupos enquanto fen\u00f4menos mobilizados por manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas: 1) participa\u00e7\u00e3ocient\u00edfica; 2) assist\u00eancia; 3) identidade coletiva; 4) uniformes; 5) manifesta\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas da diferen\u00e7a; 6) presen\u00e7a nas ruas; e 7) participa\u00e7\u00e3o deliberativa. Conclu\u00edmos que o Instagram \u00e9 atravessado pela l\u00f3gica do aparecer na contemporaneidade e que essa est\u00e9tica da microcefalia convida os sujeitos afetados a um constante gesto de atualiza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, foi poss\u00edvel perceber que a microcefalia, enquanto acontecimento, incita a forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablicos que se manifestam po\u00e9tica e politicamente no processo de luta por direitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-chave: <\/strong>microcefalia, est\u00e9tica, acontecimento, cotidiano, Instagram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo: Manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas da microcefalia: acontecimento, mundo comum e dissenso no Instagram Autora: Adriana Helena de Almeida Freitas Per\u00edodo: 2019-2 Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra Resumo: Esta monografia busca compreender a microcefalia enquanto manifesta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica na contemporaneidade no Instagram. Interessa-nos saber que perspectivas aparecem no cotidiano das pessoas diretamente afetadas pela microcefalia, fen\u00f4meno que irrompe como acontecimento, atravessando e alterando suas formas de ser e estar no mundo comum. Para isso, acionamos autores como Silva (2000) e Davis (1997) para delimitarmos a microcefalia como diferen\u00e7a; Dewey (1980), para a discuss\u00e3o da microcefalia enquanto fen\u00f4meno est\u00e9tico; Quer\u00e9 (2005, 2010), que auxilia a compreender essa diferen\u00e7a enquanto acontecimento; Deleuze (2007) propondo que o acontecimento \u00e9 um fen\u00f4meno da ordem do sentido; Butler (2018), com o conceito de precariedade; Arendt (2007) que nos apresenta o espa\u00e7o p\u00fablico como lugar de forma\u00e7\u00e3o de um mundo comum; Seel, interpretado por autores como Cardoso Filho (2009), Os\u00f3rio (2014) e Guimar\u00e3es (2004), para compreendemos que o aparecimento \u00e9 pautado por uma est\u00e9tica do aparecer; Ranci\u00e8re (2014, 2012), que compreende as est\u00e9ticas da diferen\u00e7a pautadas por dissensos; e, finalmente, Lacerda (2017), com seu olhar para o potencial revelador e transformador do cotidiano. A partir dos itiner\u00e1rios te\u00f3ricos tra\u00e7ados, discutidos em nosso primeiro cap\u00edtulo, iniciamos um processo de coleta e an\u00e1lise de dados de inspira\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica. A cartografia implica em deixar que o objeto se manifeste, afetando o pesquisador e vice-versa e, por isso, mergulhamos na rede social Instagram para ir ao encontro das pessoas afetadas pela microcefalia. Nos debru\u00e7armos sobre as contas pessoais de cinco crian\u00e7as crian\u00e7as (Ayla, Ester, Heitor, Nanda e Murilo) e buscamos compreender como estas fam\u00edlias operam na constru\u00e7\u00e3o de um mundo comum na plataforma, atravessados pelo acontecimento. A fim de interpretar estas experi\u00eancias, estabelecemos sete categorias anal\u00edticas de manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas da microcefalia: 1) o nascimento; 2) os anivers\u00e1rios e as datas comemorativas; 3) a pr\u00f3pria rotina de cria\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as; 4) a confec\u00e7\u00e3o de memes das pr\u00f3prias crian\u00e7as; 5) o uso da hashtag tbt (throwback thursday); 6) as declara\u00e7\u00f5es na m\u00eddia; e 7) as discuss\u00f5es pol\u00edticas que permeiam o cotidiano. Tamb\u00e9m buscamos interpretar como organiza\u00e7\u00f5es que emergiram em busca de lutar por direitos de crian\u00e7as e fam\u00edlias afetadas pela microcefalia &#8211; a ONG aBRA\u00c7O \u00e0 Microcefalia e a Associa\u00e7\u00e3o de Fam\u00edlias de Anjos do Estado do Alagoas (AFAEAL) &#8211; evidenciam modos de manifesta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica da microcefalia no Instagram, a partir da identifica\u00e7\u00e3o de sujeitos enquanto p\u00fablicos, que passam fazer emergir comunidades pol\u00edticas. Da mesma forma, estabelecemos sete categorias que nos permitem observar as formas de agir no espa\u00e7o p\u00fablico destes grupos enquanto fen\u00f4menos mobilizados por manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas: 1) participa\u00e7\u00e3ocient\u00edfica; 2) assist\u00eancia; 3) identidade coletiva; 4) uniformes; 5) manifesta\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas da diferen\u00e7a; 6) presen\u00e7a nas ruas; e 7) participa\u00e7\u00e3o deliberativa. Conclu\u00edmos que o Instagram \u00e9 atravessado pela l\u00f3gica do aparecer na contemporaneidade e que essa est\u00e9tica da microcefalia convida os sujeitos afetados a um constante gesto de atualiza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, foi poss\u00edvel perceber que a microcefalia, enquanto acontecimento, incita a forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablicos que se manifestam po\u00e9tica e politicamente no processo de luta por direitos. Palavras-chave: microcefalia, est\u00e9tica, acontecimento, cotidiano, Instagram.<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[734,491,1067,612,730,1068,472],"class_list":["post-1913","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-trabalhodeconclusao","tag-734","tag-acontecimento","tag-cotidiano","tag-estetica","tag-instagram","tag-microcefalia","tag-rennan-mafra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1913"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1913\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1914,"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1913\/revisions\/1914"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gabrielangeloweb.com.br\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}