“Eu não matei minha esposa”: crueldade e narrativa do sensacionalismo no filme Garota Exemplar
Título: “Eu não matei minha esposa”: crueldade e narrativa do sensacionalismo no filme Garota Exemplar Autor: Lucas de Oliveira Moura Período: 2015-2 Orientador: Ricardo Duarte Gomes da Silva Resumo: Nos dias atuais, muitas são as discussões a respeito dos limites da mídia e das intenções e relações existentes por trás de cada uma de suas narrativas. Pensando no enriquecimento deste debate e na linguagem cinematográfica como espaço de crítica dessas questões, o presente trabalho tem como objetivo analisar o filme Garota Exemplar, dirigido por David Fincher, procurando identificar como a obra representa a narrativa do sensacionalismo em seu roteiro. Considerando o conceito de crueldade como uma disposição para a prática do mal, buscamos verificar, ainda, a existência de uma relação desta representação com o chamado Cinema da Crueldade, uma vez que Fincher é considerado um contemporâneo diretor representante do gênero. Para tanto, nos apoiamos em referenciais teóricos que apresentassem não apenas essas definições, como também as referentes à intimidade enxergada como artefato de venda, aos personagens construídos pela narrativa dramática, às normas e valores impostos pela mídia, ao jornalismo de celebridades e às representações da profissão no cinema, entre outras. Palavras-chave: Crueldade; sensacionalismo; narrativa dramática; cinema; David Fincher
Violência, futebol e erotismo: Sensacionalismo e espetacularização nas capas do tablóide
Título: Violência, futebol e erotismo: Sensacionalismo e espetacularização nas capas do tablóide Autor: Priscilla Margaret Moreira Almeida Período: 2007-2 Orientador: Ricardo Duarte Gomes Silva Resumo: Esta pesquisa analisa o sensacionalismo e a espetacularização em 40 edições do tablóide diário “Meia Hora de Notícias”, da cidade do Rio de Janeiro, por meio do tripé “Violência/Futebol/Erotismo”. Para tanto, trabalhamos com a identificação e a análise dos temas recorrentes nas capas do jornal, bem como dos elementos sensacionalistas presentes nestas. Trabalhamos com o conceito de “sociedade do espetáculo” para Guy Debord e de sensacionalismo para os autores Danilo Angrimani, Delton Unglaub, Gabriel Collares Barbosa, Marcondes Filho, Roberto Ramos e Rosa Nívea Pedroso. Aspectos referentes à relação entre realidade e ficção, a qual o jornal explora em boa parte de suas capas, foram abordados com base em José Arbex Júnior e Marialva Barbosa. Podemos perceber que o tablóide trabalha com produção discursiva sempre trágica e/ou violenta, além de extremamente exagerada. E percebemos, ainda, que, além de utilizar essencialmente a linguagem coloquial, o “Meia Hora” faz uso de palavras e termos específicos das classes C e D do Rio de Janeiro. Foi constatado, finalmente, que o tablóide “Meia Hora de Notícias” recorre ao sensacionalismo nos textos das manchetes e nas fotos de suas capas e, que há, nestas, a recorrência de três temas basicamente – a violência, o futebol e o erotismo – os quais já são, comumente, associados ao jornalismo dito “popular”. Além disso, o jornal explora o dueto “realidade/ficção”, principalmente, na amostra analisada, na relação que faz entre o filme brasileiro “Tropa de Elite” e suas manchetes, tanto as ligadas à violência, como ao futebol ou ao erotismo. Palavras-chave: Jornalismo, Sensacionalismo, Espetacularização, Realidade/Ficção.