AS MULHERES AFRICANAS NO BRASIL: REFLEXÕES SOBRE NARRATIVA DE VIDA E SOLIDÃO
Título: As mulheres africanas no Brasil: reflexões sobre narrativa de vida e solidão Autora: Oladjo Hermionne Elodie Fade Período: 2021 Orientadora: Mariana Ramalho Procópio Resumo: Este trabalho tem por objetivo promover reflexões sobre a experiência de mulheres africanas no Brasil, sobretudo à luz das temáticas do racismo e da solidão. Para tanto, realizamos entrevistas com quatro mulheres africanas, cujas idades variaram entre 20 e 23 anos, e que também realizam a migração com finalidade acadêmica. A partir dos conceitos de experiência e narrativas de vida, por nós considerados em uma perspectiva de interesse aos estudos comunicacionais, consideramos que os relatos foram reveladores de atravessamentos e questões sociais que dizem mais do que acontecimentos individuais, mas também problemas de ordem estrutural, tais como racismo, objetificação dos corpos das mulheres negras e solidão. Palavras-chave: mulheres negras; mulheres africanas; experiência; migração; solidão.
Pés pelas mãos um retrato da migração cafeeira
Título: Pés pelas mãos um retrato da migração cafeeira Autor: Tatiana de Carvalho Duarte Período: 2009-1 Orientador: Sheila Maria Doula Co-orientador: Ernane Correa Rabelo Resumo: Com a migração, a multiplicidade de contatos entre culturas se configura em um novo processo social. A junção de diversos grupos populacionais em cidades chave, geralmente fortes pólos econômicos de determinados setores, é causada pela ida de trabalhadores em busca de maior demanda de sua força de trabalho. Esses trabalhadores, acompanhados de sua bagagem cultural, acabam estabelecendo alguns vínculos e trocas culturais recíprocas com os grupos com os quais entram em contato, mesmo que sazonalmente. A cidade de Cabo Verde – Minas Gerais – é conhecida como “Cidade do Café” e sua economia gira em torno dessa produção agrícola que movimenta o setor financeiro, impõe maior aperfeiçoamento no cultivo e atrai de obra migrante. De 2002 até os dias atuais os migrantes deixaram de ser preferencialmente do Paraná e passaram a vir também do norte de Minas. Essa junção resultou em um hibridismo formador de uma nova identidade cultural. Em nosso trabalho, portanto, analisamos a migração não por seu fluxo populacional atrelado à dinâmica econômica, mas sim, pelas influências culturais geradas tanto pela parte migrante como pela nativa. Propomos um referencial fotográfico que represente a interação sócio-cultural que resulta na criação de uma nova identidade. Para isso, utilizamos uma interface metodológica com técnicas de História Oral através de entrevistas e depoimentos com os migrantes e nativos. Através de entrevistas e de fotografias procuramos demonstrar que um livro foto-reportagem pode ser mediador das representações em torno das identidades culturais forjadas nos processos migratórios brasileiros e servir como registro documental para futuras pesquisas. Através do livro, mais especificamente da diversidade cultural exposta nas fotografias e textos disponibilizados procuramos analisar as características culturais regionais de cada migrante como linguagem, hábitos alimentares, motivos da migração e relação com a cidade de Cabo Verde e seus habitantes. Finalmente, propomos que esse material possa servir ainda como um dos elementos propulsores e divulgadores do turismo no circuito Caminhos Gerais, que inclui a região das Montanhas Cafeeiras de Cabo Verde. Palavras-chave: Migração, Identidade Cultural, Economia cafeeira, Norte de Minas, Paraná