Consumo cultural, mercado de música sertaneja e comunicação organizacional: letras, videoclipes e violência naturalizada contra as mulheres
Título: Consumo cultural, mercado de música sertaneja e comunicação organizacional: letras, videoclipes e violência naturalizada contra as mulheres Autora: Stéfany do Nascimento Peron Período: 2023-1 Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra Resumo: O presente trabalho busca problematizar, a partir de uma perspectiva comunicacional, o consumo cultural de música sertaneja no Brasil e como este, sendo parte do discurso oficial da indústria musical – num amplo, complexo e difuso processo de comunicação organizacional – contribui para a naturalização da violência contra a mulher nas letras e videoclipes. Lançando mão dos trabalhos de Baldissera (2023) Gumbrecht (2010), Canclini (1997), França (2020) e Butler (1988), realizou-se uma análise das letras e dos videoclipes de 6 canções amplamente consumidas entre 2020 e 2022. As conclusões mostram que a perpetuação de valores patriarcais na sociedade é fruto de uma dinâmica relacional entre uma indústria influente, que utiliza estratégias e mecanismos para que o próprio público atue na retroalimentação desses discursos a fim de manter o funcionamento de uma lógica altamente lucrativa.
Melancolia e rock: dilemas e tensões da modernidade na cultura de massas contemporânea
Título: Melancolia e rock: dilemas e tensões da modernidade na cultura de massas contemporânea Autor: Rodrigo Cupertino da Silva Período: 2018-1 Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra Resumo: Esta monografia tem como objetivo compreender os dilemas e as tensões do rock contemporâneo como indícios de um traço de melancolia presente nos contextos hodiernos, resultante de uma crise ampla da modernidade. Para isso, como principais escolhas conceituais, parte-se de um empenho por situar a melancolia enquanto elemento da crise da modernidade; entender o rock como elemento que estabelece uma relação tensa no contexto em que uma indústria cultural emerge; situar o gênero musical como um movimento contemporâneo que faz parte de um engenho cultural: ao mesmo tempo em que critica essa mesma indústria, estabelece com a mesma uma relação tensa que evidencia marcas da própria melancolia em cenários sociais mais amplos. Esse raciocínio é demonstrado por meio de letras de músicas de bandas contemporâneas que possuem alcance mundial. Dessa forma, como metodologia deste trabalho, foram utilizadas a análise de conteúdo e a análise indiciária. Foram escolhidas letras de músicas das seguintes bandas/artistas: John Lennon, David Bowie, Pink Floyd, The Cure, My Chemical Romance e Radiohead. Como resultado, constatou-se que a melancolia é presente no rock, manifestada na incapacidade do gênero musical em combater a indústria, já que parte dela, além de se tornar central, não só no rock, apresenta-se como um sintoma que repercute uma espécie de insistência de uma crise do projeto moderno por parte de sujeitos impossibilitados de lidar com seu próprio tempo. Palavras-chave: Melancolia, Rock, Modernidade, Crise, Indústria Cultural
A revolução cultural e os aparelhos de hegemonia – O papel da indústria cultural na subversão do Ethos Ocidental
Título: A revolução cultural e os aparelhos de hegemonia – O papel da indústria cultural na subversão do Ethos Ocidental Autor: Luiz Henrique de Moraes Silva Período: 2010-2 Orientador: Marcel Henrique Ângelo Resumo: Neste trabalho é explorada a influência de teóricos expoentes do chamado Marxismo Ocidental (cf. Anderson, 1976) – notadamente aqueles que desenvolveram teorias de crítica cultural, como Gramsci, Lukács, Althusser, e os expoentes da Escola de Frankfurt – em dois fenômenos históricos concomitantes: o irromper da revolução cultural ocidental, desencadeada sobretudo a partir das insurreições de 1968, que combateu e alterou conceitos, valores e padrões comportamentais, bem como a confecção de produtos culturais tributários daquela revolução, como as telenovelas brasileiras ou a música rock’n roll, por exemplo, que foram instrumentais na difusão de discursos ideológicos avessos a determinadas convenções morais do ethos ocidental, conforme a estratégia revolucionária prescrita por aqueles teóricos. Uma vez que no capítulo um é exposto o arcabouço teórico de uma práxis revolucionária elaborada para minar as resistências ocidentais à ascensão do socialismo – a ―guerra cultural‖ –, e no capítulo dois são abordadas as demandas dos movimentos de contracultura e as sublevações de 1968 como frutos daquela práxis, no terceiro capítulo são apontados exemplos concretos de produtos culturais contemporâneos que encarnam uma guerra ideológica em curso contra valores tradicionais que já foram associados ao conceito de ―cultura ocidental‖. Ainda são citados agentes produtores de discurso inseridos na Indústria Cultural que assumiram difundir suas concepções ideológicas – as da chamada ―nova esquerda‖ – através dos media, e usá-los para desacreditar crenças culturalmente enraizadas, a fim de instigar o surgimento de um ―novo senso comum‖, o que possibilitaria a instauração de um outro modelo de sociedade. Palavras-chave: Revolução Cultural, Marxismo Ocidental, Subversão, Indústria Cultural
Música sertaneja de raiz: A força por trás de uma tradição
Título: Música sertaneja de raiz: A força por trás de uma tradição Autor: Fernanda Fonseca Barbosa Mendes Período: 2009-1 Orientador: Ernane Rabelo Resumo: A música sertaneja de raiz nasceu há mais de 500 anos e resiste até hoje. Muitas mudanças já ocorreram desde que os jesuítas trouxeram a viola para o Brasil. A industrialização modernizou o país e intensificou a troca de mercadorias, causando o aparecimento do que chamamos de “indústria cultural” (ADORNO & HORKHEIMER, 1997) fenômeno que se acentuou com a abertura do mercado brasileiro. Para se adequar ao novo mercado, esse estilo passou por modificações e assim novos ramos da música sertaneja surgiram. O cenário atual não é um dos melhores para a música caipira, um mundo urbano, onde o capitalismo dita as regras e a qualidade perde para a quantidade. Quase sem espaço na mídia, que prioriza o que vende mais, a música raiz vem ultrapassando os obstáculos e atraindo novos seguidores. Dessa forma, através de um livro-reportagem, pretende-se apresentar a música sertaneja de raiz às pessoas. O livro divide-se em três partes: Em seu primeiro capítulo, faz um levantamento histórico do estilo, de sua origem até suas transformações ao longo do tempo. Em seguida, são narrados mini-perfis de violeiros e é realizado um panorama da situação da música sertaneja de raiz na cidade de Viçosa, suas dificuldades e suas formas de resistência. A última parte expõe uma miscelânea de opiniões sobre o futuro da música sertaneja de raiz. Palavras-chave: Música sertaneja de raiz, indústria cultural, livro-reportagem