O que as cores nos dizem? A mobilização dos imaginários sócio-discursivos para criação de sentidos: Uma análise de Trois Couleurs (1993-1994), Krzysztof Kieślowski

Título: O que as cores nos dizem? A mobilização dos imaginários sócio-discursivos para criação de sentidos: Uma análise de Trois Couleurs (1993-1994), Krzysztof Kieślowski Autor: Hugo Virgínio Vieira Período: 2023-2 Orientador: Ernane Corrêa Rabelo Resumo: Este texto tem como objetivo investigar a possibilidade de os imaginários sócio-discursivos serem utilizados a fim de serem mobilizados pela informação cromática para a criação de sentido discursivo dentro de um filme, visando expandir as discussões acerca da linguagem das cores. Para tanto, utiliza-se Trois Couleurs de Krzysztof Kieślowski como objeto de análise para avaliar a possibilidade da utilização da Teoria Semiolinguística em análises da linguagem das cores. A pesquisa conclui que os imaginários sócio-discursivos conseguem ser base para o conceito da linguagem das cores, ampliando-o e facilitando a compreensão de como a cultura insere suas possíveis interpretações à informação cromática, quando inserida dentro de contexto determinado. Constata-se ainda a necessidade de aprofundamento em pesquisas sobre a relação entre a linguagem das cores e a Teoria Semiolinguística para ampliar o horizonte de desdobramentos possíveis em relação à área. Palavras-chave: Contexto; discurso; teoria semiolinguística; imaginários sócio-discursivos; estudos fílmicos; linguagem das cores; cor nos filmes; Krzysztof Kieślowski.

Protagonistas ou coadjuvantes: uma análise das relações de racismo vivenciadas por personagens interpretadas por Taís Araújo

Título: Protagonistas ou coadjuvantes: uma análise das relações de racismo vivenciadas por personagens interpretadas por Taís Araújo Autora: Vitória Maria Faria Lelis Duarte Período: 2023-1 Orientadora: Mariana Ramalho Procópio Xavier Resumo: Essa monografia visa investigar, a partir do discurso, como acontece a construção de quatro personagens protagonistas interpretadas pela atriz Taís Araújo e como ela contribui para a materialização ou para o questionamento das relações de racismo vivenciadas pelas personagens, entendendo que a linguagem é uma ferramenta de dominação que contribui para a manutenção do poder social (Silva, 2000). Como ferramenta metodológica, utilizamos o Questionário dos Papeis Actanciais elaborado por Patrick Charaudeau (2008) e pelos procedimentos de nomeação e qualificação atrelados aos Modos de Organização do Discurso. Como aporte teórico, esse trabalho se apoia em autoras do feminismo negro, que nos ajudam a discutir sobre as formas de representação de mulheres negras e os estereótipos e imagens de controle atribuídos a elas. Também objetivamos, a partir das análises, compreender o que há de mudanças e manutenções nas representações dessas personagens ao longo do tempo. Palavras-chave: Discurso; papéis actanciais; linguagem; racismo; feminismo negro; estereótipos; imagens de controle.

A produção de corpos amarelos a partir de emoções aversivas na internet

Título: A produção de corpos amarelos a partir de emoções aversivas na internet Autora: Ana Kei Ballabio Osera Período: 2022-2 Orientador: Henrique Moreira Mazetti Resumo: Na internet há a circulação de diferentes discursos que, de diversas formas, caracterizam o corpo amarelo como aversivo. Ao mesmo tempo em que há textos que declaram ódio e nojo explicitamente a essa parcela da população, discursos médicos carregados de eufemismos tentam justificar procedimentos estéticos que suavizam os traços fenotípicos leste asiáticos – tornando esses traços em aversivos e dignos de mudança. Para compreender de que formas as emoções aversivas constroem os corpos amarelos, neste trabalho há a análise de diferentes discursos encontrados na internet que expressam hostilidade de alguma forma contra esse grupo. A interpretação desses textos se ancorou em trabalhos que discutem sobre a perspectiva antropológica das emoções, assim como em artigos que se debruçam sobre a discussão da construção do sujeito asiático brasileiro a partir das singularidades das grandes imigrações leste asiáticas ao Brasil. Ódio e nojo são as emoções mais presentes explicitamente nas mensagens e as que mais se articulam com diferentes formas de afastamento e aniquilação simbólica da população amarela. Palavras-chave: Redes sociais; discurso; corpos amarelos; ódio; emoção; sentimentos hostis  

Comunicação e políticas públicas: reconhecimento, espaços públicos e discursos sobre o PNAE

Título: Comunicação e políticas públicas: reconhecimento, espaços públicos e discursos sobre o PNAE Autor: Camila de Oliveira dos Santos Período: 2016-2 Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra Coorientadora: Cátia Meire Resende Resumo: Esta monografia é fruto de uma investigação sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar por meio de um olhar comunicacional. Com o objetivo de entender a midiatização do programa e os discursos criados em torno do mesmo, elegeram-se três objetivos: o primeiro foi investigar as práticas discursivas instauradas pelos vídeos divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) sobre o programa de forma a entender se havia e como era dado o processo de reconhecimento dos agricultores participantes da política; investigar como a Fanpage do MDA se apresenta como um espaço de emergências de controvérsias públicas capazes de encaminhar alterações significativas no âmbito do PNAE e compreender a ordem discursiva instaurada no PNAE, de tal forma que se estabelecem em contexto midiatizados e presenciais. Para isso, a metodologia foi baseada na Analise de Filmes de Penafria (2009); avaliação da esfera pública criada na Fanpage do MDA de acordo com Sampaio (2012) para e para evidenciar a ordem discursiva instaurada nas relações do PNAE utilizou-se o conceito de estudo de caso por Ventura (2007) e o conceito de comunicação como um gesto indiciário, como apontado por Braga (2008). Como resultados, vimos que apesar do PNAE propor o reconhecimento dos sujeitos rurais que participam do programa, sua divulgação aponta para uma direção oposta, reforçando o caráter messiânico e disseminando padrões que precisam ser rompidos. Também, foi possível perceber que a esfera de divulgação criada em torno do programa não é utilizada de forma a melhorar a condução do mesmo a partir do estímulo a processos públicos de reflexão, baseada em intercâmbios de razões. E o quanto os discursos, muito mais dos que espaços de contestação, são, no caso do PNAE, espaços de reprodução de uma determinada ordem. Palavras-chave: PNAE, reconhecimento, esfera pública, discurso

Comunicação organizacional, sustentabilidade e capitalismo financeiro: tensionamentos discursivos em anúncios do Banco Bradesco

Título: Comunicação organizacional, sustentabilidade e capitalismo financeiro: tensionamentos discursivos em anúncios do Banco Bradesco Autor: Ana Cláudia Richardelli Período: 2016-1 Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra Resumo: O presente estudo desenvolve uma análise de anúncios produzidos pelo banco Bradesco, discutindo-os como lugar de tensionamentos que podem expressar as inúmeras contradições vinculadas aos discursos da sustentabilidade, tomada enquanto fenômeno contemporâneo. Por isso, parte de uma base teórica que se conforma por uma discussão sobre comunicação no âmbito das organizações – enquanto lugar de ensionamentos discursivos – e sua relação com a temática da sustentabilidade, emergente nos complexos contextos do capitalismo financeiro, nos quais os bancos se  apresentam como organizações basilares e materializadoras de um projeto de sociedade. Sendo assim, ao tomar os anúncios publicitários como âmbitos da comunicação organizacional, que se constituem por tensionamentos discursivos diversos, o trabalho partiu para analisar cinco anúncios da campanha ‘’Banco do Planeta. Investindo, apoiando e informando’’ voltada a correlacionar o banco Bradesco com a temática da sustentabilidade. Assim, problematizando a aproximação entre capitalismo financeiro e sustentabilidade, no âmbito do anúncio, foi possível compreender a partir de noções como significante vazio e prática articulatória, o jogo discursivo proposto pela organização bancária, numa tentativa de atribuir, à sustentabilidade, um lugar hegemônico, apaziguador das próprias contradições do capitalismo financeiro protagonizado por tais organizações. Palavras-chave: Comunicação Organizacional; Capitalismo; Sustentabilidade; Discurso

Créditos

Fotografias utilizadas no website: Diogo Rodrigues e Mateus Lima (Departamento de Comunicação Social da UFV).

Arte vetorial: TanushkaBu