ACESSIBILIDADE AFETIVA, COMUNICAÇÃO E DIFERENÇA: experiências de uma mulher com deficiência nos contextos organizacionais de uma Universidade Pública

Título: ACESSIBILIDADE AFETIVA, COMUNICAÇÃO E DIFERENÇA: experiências de uma mulher com deficiência nos contextos organizacionais de uma Universidade Pública Autora: Rita Cristina da Silva Período: 2023-2 Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra Resumo: Esta monografia, resultante de um projeto de iniciação científica, busca investigar como a acessibilidade afetiva, noção desenvolvida por Pessoa (2019) para compreender a inclusão de pessoas com deficiência em organizações, pode ser vislumbrada nos contextos comunicacionais de uma universidade pública. Para isso, pauta-se metodologicamente pela abordagem dos afetos (Moriceau, 2019; Moriceau, 2021) e narra, como resultados, experiências de uma mulher com deficiência nos ambientes organizacionais de uma universidade pública. De modo mais específico, a monografia apresenta dois capítulos: no primeiro, o texto discute conceitualmente a noção de acessibilidade afetiva em relação às diferenças de pessoas com deficiência nos contextos organizacionais modernos, e narra o aparecer de uma mulher com deficiência ao entrar em interação sistemática com os ambientes organizacionais da Universidade Federal de Viçosa, antes de ser estudante. No segundo capítulo, o trabalho problematiza as recentes legislações sobre inclusão que preconizam a acessibilidade de pessoas com deficiência na universidade, a partir do estudo de Mantovani e Pessoa (2022), e narra experiências da autora já como estudante do Curso de Comunicação Social – Jornalismo, quando a mesma foi afetada pela pandemia, entre os anos de 2020 e 2023. Palavras-chave: Acessibilidade afetiva; organizações; comunicação; diferença; estudos sobre deficiência

Envelhecer enquanto mulher: identidade e diferença no livro Diálogos de Espelho

Título: Envelhecer enquanto mulher: identidade e diferença no livro Diálogos de Espelho Autor: Sara Brunelli Machado Hudson Período: 2019-1 Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra Resumo: Este artigo tem como objetivo refletir sobre o processo de produção do livro Diálogos de Espelho, obra criada como trabalho de conclusão de curso de Comunicação Social/Jornalismo, voltada a apresentar relatos de vida de mulheres entre 30 e 90 anos sobre seus processos de envelhecimento. As principais noções conceituais que fundamentam esse artigo se referem à ideia de envelhecimento a partir do corpo e da identidade como um processo marcado por relações de poder, no qual existe uma forte tensão das diferenças. Inspirada por essas duas noções, a metodologia de produção do livro se deu a partir de conversas com seis mulheres entre 30 e 90 anos, escolhidas a partir do principal critério que, socialmente, insinua o início do processo de envelhecimento feminino: os 30 anos. O processo de escrita do livro ocorreu a partir da construção de um texto que combinasse falas diretas e discursos indiretos, preenchidos também por poesias. Como considerações finais, o artigo reflete que o livro Diálogos de Espelho procura contrariar padrões socialmente disponíveis sobre a mulher que envelhece, visando gerar uma aproximação da temática com o leitor, levando em conta a necessidade de compreender a existência das mulheres e seu envelhecimento com um gesto comum, difuso e não necessariamente representado por um tipo de identidade. Palavras-chave: envelhecimento, mulher, identidade, diferença, livro

Experiência estética e potência política nas performances de gênero: emergências do comum no Instagram

Título: Experiência estética e potência política nas performances de gênero: emergências do comum no Instagram Autor: Carolina Souza Louback Período: 2018-2 Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra Resumo: Neste trabalho, procuramos investigar a potência política do Instagram na constituição de um mundo comum aberto às diferenças. Nesse sentido, o seu principal argumento é de que essa potência política se dá a partir de performances de gênero por meio da ação, do discurso e de suas aparições que buscam construir um mundo vivível para si junto com os outros. Dessa maneira, nosso objetivo é observar como o espaço comum se atualiza pelas/nas diferenças por meio de experiências sensíveis em comunidades de partilha que reivindicam um horizonte democrático à vida comum. Para isso, utilizamos, como referências conceituais principais, os autores Jacques Rancière, Hannah Arendt e Judith Butler. As perspectivas desses estudiosos foram fundamentais para reconhecermos o lugar da política, das diferenças e do gênero. Em relação às nossas escolhas metodológicas, nos embasamos na proposta das derivas cartográficas, inspirados nos direcionamentos de José Luiz Braga, Vera França e César Guimarães. Desse modo, pudemos realizar a nossa análise durante um período de afetação (entre 27 de setembro e 11 de outubro de 2018) no qual foi preciso incluir o pesquisador no espaço de deriva de modo a sentir e a narrar a irrupção de um mundo comum reivindicado pelas diferenças. Como principal resultado dessa investigação científica na rede social Instagram, evidencia-se que o espaço comum, em um contexto democrático, é sempre um vir-a-ser. Desse modo, ao mesmo tempo em que fomos atravessados por violências que buscam controlar o comum e renegar as diferenças, nos deparamos com performances de respiro e de liberdade. Portanto, o espaço comum é o resultado de um embate entre uma diferença que quer se tornar comum e uma ameaça velada ou explícita que busca enclausurar o comum. Ainda assim, principalmente diante da dualidade “antipetismo” e “antifascismo” que emergiu durante as performances evidenciadas no nosso período de análise, pudemos compreender a maneira com a qual, em contextos não democráticos, o comum não se desenvolve nesse jogo de tensões. Nesse caso, o comum se torna algo institucionalizado por um grupo dominante e que, por consequência, se respalda por uma verdade absoluta que resulta em violências institucionalizadas às diferenças. Palavras-chave: Espaço comum; Estética; Diferença; Performance e Instagram.

Créditos

Fotografias utilizadas no website: Diogo Rodrigues e Mateus Lima (Departamento de Comunicação Social da UFV).

Arte vetorial: TanushkaBu