Equidade e cooperação: comunicação e experiências possíveis na comunidade Sítio Palmital
Título: Equidade e cooperação: comunicação e experiências possíveis na comunidade Sítio Palmital Autor: Ingrid Carraro Pereira Período: 2016-2 Orientador: Rennan Mafra Co-orientadora: Julia Christo Resumo: Partindo de um olhar da comunicação, este trabalho propõe uma discussão sobre práticas cooperativas e construção da equidade no Sítio Palmital, uma comunidade localizada no entorno do município de Viçosa/MG, a partir de uma tentativa de compreensão das formas de vida experenciadas pelos moradores em seus cotidianos. Para isso, utiliza Sennett (2012) e Hannah Arendt (1983) como bases teóricas principais: aquele é usado para análise da cooperação, e esta para propor reflexões sobre a busca da equidade. A metodologia do trabalho foi composta pelos seguintes métodos: 1) ações de observação semi-participante; 2) entrevistas coletivas e individuais; e 3) grupo focal com parte dos moradores. Como principais resultados, torna-se perceptível que existe um esforço pela conquista constante da equidade entre os moradores, incluindo os de diferentes gerações: apesar de algumas divergências de interesses, todos são respeitados individualmente e possuem seus direitos em exercício na vida coletiva. A cooperação é vista por eles como algo necessário e natural, o que leva os moradores a trabalharem juntos para alcançar seus objetivos, ainda que existam contradições e dilemas relativos à participação dos mesmos no contexto mais amplo da vida comunitária empreendida. Palavras-chave: Cooperação; equidade; comunidade; comunicação
Nas ondas de Mar Vermelho: Um estudo de caso da rádio poste “paz e liberdade” do interior de Alagoas
Título: Nas ondas de Mar Vermelho: Um estudo de caso da rádio poste “paz e liberdade” do interior de Alagoas Autor: Pedro Ivo Nunes Almeida Período: 2010-2 Orientador: Kátia de Lourdes Fraga Resumo: O rádio é um dos veículos de comunicação mais populares no Brasil. Entretanto, ao longo da história, o interesse financeiro passa a prevalecer sobre o caráter social do meio radiofônico no país. Isso leva a um cenário de concentração deste tipo de mídia nas mãos de poucos, formando oligopólios. A luta pela democratização das ondas do rádio se fortalece nas décadas de 1980 e 1990, o conceito de comunicação comunitária nasce ligado aos movimentos sociais e a grupos menos favorecidos economicamente. Um movimento contrário a isso pressiona o governo a enrijecer a legislação da concessão pública, que autoriza o serviço de radiodifusão, em torno das rádios de alcance limitado. Há alternativas, outros veículos podem ser comunitários e não necessitam de concessão pública para funcionar, um deles é a Rádio Poste. Este trabalho trata de um estudo de caso da Rádio Poste “Paz e Liberdade” do interior do estado de Alagoas. Uma experiência que começou com a participação deste acadêmico no Projeto Rondon do Ministério da Defesa na cidade de Mar Vermelho e continuou mesmo com a distância entre Alagoas e Minas Gerais. Entender como se dá o processo comunicacional dos alto-falantes instalados na rua principal do município com os marvermelhenses é um dos objetivos desta pesquisa. A juventude também é um ponto central ao questionarmos se os moradores mais novos se identificam com o conteúdo transmitido pelas caixas de som instaladas nos postes. Por fim, este Trabalho de Conclusão de Curso avalia se este veículo com mais de quatro décadas pode ser considerado, de fato, comunitário. Palavras-chave: Rádio Poste; comunicação comunitária; rádio comunitária; identidade; comunidade
Projeto água viva – intervenção sócio- cultural e influência simbólica por meio da comunicação
Título: Projeto água viva – intervenção sócio- cultural e influência simbólica por meio da comunicação Autor: Carla Figueiredo Mendes Período: 2007-2 Orientador: Kátia Lourdes Fraga Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo verificar de que forma o Projeto Água Viva (PROAV) se utiliza de práticas comunicacionais ao disseminar suas ideologias através do trabalho sócio-cultural, educativo e religioso em comunidades carentes. Para este fim, é necessário compreender o poder simbólico que a comunicação exerce na sociedade, desde seu processo de produção, até a codificação por parte dos receptores, no caso, a comunidade visitada. Dessa forma, discutimos se há um intercâmbio de conhecimentos ou se a comunicação se constrói de maneira unilateral, bem como se o processo de intervenção sócio- cultural realizado pelo PROAV leva em conta, ou não, a valorização da cultura e da identidade locais. Palavras-chave: Comunicação, Comunidade, Poder simbólico, Identidade, Mobilização Social.